QR Code falso e golpe do adesivo: como proteger o seu balcão (e o seu cliente)
Resposta rápida: o golpe do QR Code falso acontece quando alguém cola um QR Code por cima do seu — na placa do caixa, na mesa ou num cartaz — e o cliente paga para a conta do golpista achando que pagou você. A defesa é simples: gerar o QR Code no app do banco, olhar a placa todo dia e ensinar o cliente a conferir o nome de quem vai receber antes de confirmar o Pix.
Como funciona o golpe do adesivo
- O golpista gera um QR Code de Pix com a chave dele.
- Imprime em adesivo, do mesmo tamanho do seu.
- Cola por cima do seu QR Code num momento de distração — ou num lugar que ninguém olha de perto, como mesas, totens e cartazes.
- O cliente aponta a câmera, o app do banco abre o pagamento e ele confirma sem ler o nome do recebedor.
Você só descobre quando o cliente mostra o comprovante e o dinheiro não aparece na sua conta.
Outros tipos de QR Code falso
Além do Pix, há QR Codes falsos que levam para páginas que imitam bancos, lojas ou órgãos públicos e pedem senha, dados do cartão ou código de verificação. Aparecem em cartazes, panfletos, parquímetros e até em mensagens e e-mails. O princípio é o mesmo: o QR Code esconde o destino até você abrir.
Sinais de que um QR Code pode ser falso
- Adesivo por cima de outro QR Code, borda descolando, impressão de qualidade diferente do resto da placa.
- Nome do recebedor no app do banco que não bate com o nome da loja (ou do dono).
- Valor já preenchido quando deveria estar em branco, ou diferente do combinado.
- O QR Code abre uma página pedindo senha ou dados do cartão — pagamento Pix não pede senha fora do app do banco.
- Endereço de site estranho, com letras trocadas ou domínio que não é o da empresa.
Como o comerciante se protege
- Gere o QR Code do Pix no app do seu banco ou num gerador que monte o código no seu aparelho, como o gerador de QR Code Pix da Spot5, e, em qualquer caso, leia o QR Code com o app do banco e confira o nome e a chave antes de imprimir. Assim o código leva a sua chave, e só ela.
- Olhe a placa todos os dias ao abrir — é um segundo. Adesivo novo por cima é o sinal.
- Use um suporte em que um adesivo por cima fique evidente (acrílico liso, por exemplo), em vez de papel colado na parede.
- Escreva o nome do recebedor na placa ("O Pix vai para: Fulano de Tal ME") para o cliente conferir.
- Treine quem atende o caixa a confirmar o comprovante com o nome certo antes de liberar a mercadoria.
Como o cliente se protege
- Antes de confirmar o Pix, leia o nome de quem vai receber. É a checagem que derruba o golpe.
- Desconfie de valor já preenchido que você não combinou.
- Nunca digite senha ou dados do cartão numa página aberta por QR Code.
- Na dúvida, peça a chave Pix para quem está no caixa e pague digitando.
Caí no golpe do QR Code. E agora?
- Fale com o seu banco o quanto antes pelo app ou pelos canais oficiais e peça a devolução pelo MED — Mecanismo Especial de Devolução do Pix, criado pelo Banco Central para casos de fraude. O prazo para pedir é limitado, então não espere.
- Registre um boletim de ocorrência (muitos estados permitem pela internet).
- Se você é o comerciante, retire a placa adulterada, fotografe antes (serve de prova) e avise os clientes do dia.
QR Code no balcão: o cuidado que vale para qualquer placa
Nenhuma placa é à prova de adesivo — nem a de papel, nem a de acrílico. O que muda é o quanto um adesivo por cima fica visível e o quanto o cliente está acostumado a conferir o nome. Se você está trocando o papel por uma placa durável, a placa Pix de acrílico da Spot5 tem o QR Code com a sua chave (gerado a partir dos seus dados, não de um site de terceiro) e chip NFC para quem prefere encostar o celular. E para gerar o QR Code do jeito certo, veja também como gerar QR Code grátis e os cuidados antes de imprimir.
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